A economia brasileira atravessa uma situação "muito preocupante", com graves problemas fiscais e de produtividade e uma profunda crise política, disse nesta quinta-feira a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde.

"Apesar de sua reputação de ser um lugar ensolarado e quente, há ventos muito, muito frios soprando no Brasil.

Com a previsão de um recuo de 3,8% neste ano, a situação é muito preocupante", expressou a executiva durante uma coletiva de imprensa das reuniões de primavera do FMI e do Banco Mundial (BM).

O FMI, disse Lagarde, não pretende se manifestar sobre as dificuldades políticas, mas "espera que de alguma forma o país consiga remover as incertezas e fazer que as políticas macroeconômicas sejam implementadas sobre terrenos firmes".

A diretora-gerente acrescentou que o FMI aprecia políticas que não abandonem as metas fiscais e permitam a construção de um "ambiente de negócios para promover o crescimento".

Ao publicar nesta semana seu Panorama Econômico Mundial, o FMI estimou neste ano a economia brasileira cairá 3,8%, sendo que em janeiro apontou uma expectativa de contração de 3,5%. Em 2015, o PIB brasileiro teve uma retração de 3,8%.

Na terça-feira, o economista-chefe do Banco Mundial para América Latina, Augusto de la Torre, afirmou que a crise política no Brasil age como um freio na capacidade do país de iniciar uma recuperação econômica.

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