Ao lado de sua mulher, que chama de "a primeira-combatente", Maduro afirmou que se inscreverá no plano de habitação para pagar, como todos os seus beneficiários, uma cota inicial e as respectivas mensalidades.
"Há dois anos venho dizendo isto à Cilia e ela aceitou minha proposta", disse Maduro, assinalando que deseja experimentar a "felicidade de viver em uma residência da Grande Missão Vivenda".
Maduro mora em El Valle, um bairro do sudoeste de Caracas, e não em La Casona, residência oficial do chefe de Estado venezuelano.
O presidente fez o anúncio após uma grande passeata de chavistas contra a lei aprovada na véspera, pela maioria opositora no Parlamento, que prevê a concessão de títulos de propriedade aos beneficiários do programa habitacional.
A lei permitirá aos proprietários vender as residências, mas o governo alega que trata-se de uma medida populista da oposição, e recorda que já concedeu 884 mil títulos de propriedade.
No ato desta quinta-feira, o deputado chavista Ricardo Molina garantiu que a lei aprovada pela maioria opositora é inconstitucional, o que abre a porta para ser declarada ilegal pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ).
A oposição acusa o TSJ de ser o escritório de advocacia do governo, após a anulação da lei de anistia para dissidentes presos, assim como as faculdades de controle do Legislativo sobre os poderes Judiciário, Eleitoral e Cidadão.