Dos 550 deputados do Parlamento, 536 participaram da votação, com 348 a favor, e 155, contra. Agora, o texto será submetido a uma segunda rodada de debates para uma votação final na próxima sexta-feira (20).
Embora 130 dos 550 deputados sejam afetados pelo projeto, o pró-curdo Partido Democrático dos Povos (HDP) denuncia que se trata de uma manobra do governo para excluir do Parlamento a maioria de seus 59 representantes.
O governo turco acusa o HDP de ser a "vitrine política" do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), um movimento armado que enfrenta as forças militares e policiais turcas. O PKK é classificado como terrorista por Ancara, Washington e Bruxelas.
A reforma apresentada pelo Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP) propõe a suspensão provisória do artigo 83 da Constituição, o qual garante a imunidade dos parlamentares.
O texto precisa ser aprovado por maioria de dois terços (367). Se esse número não for atingido, mas caso se chegue a um mínimo de 330, o governo pode convocar um referendo.
Sendo o projeto aprovado, os deputados do HDP - incluindo seus dois principais líderes, Salahattin Demirtas e Figen Yuksekdag - poderão ser julgados.