(Arquivo) Ataque ao World Trade Center, em Nova York, no dia 11 de setembro de 2001 (Arquivo) Ataque ao World Trade Center, em Nova York, no dia 11 de setembro de 2001

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira a polêmica lei que autoriza as vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001 abrir processos judiciais contra a Arábia Saudita por seu suposto envolvimento na ação.

Os senadores aprovaram o texto por unanimidade, e a medida seguirá agora para a Câmara de Representantes, também dominada pelos republicanos, mas cujo presidente, Paul Ryan, já manifestou suas reservas.

A Casa Branca já informou, em várias ocasiões, que o presidente Barack Obama é contra a lei, que abre o precedente para que os Estados possam ser processados.

"Esta lei muda o direito internacional tradicional no sentido da imunidade dos Estados e o presidente teme que ela torne nosso país vulnerável a outros sistemas judiciais em torno do mundo", disse nesta terça-feira Josh Earnest, porta-voz da Casa Branca.

Earnest lembrou que os Estados Unidos se envolvem no estrangeiro "mais do que qualquer outro país do mundo", especialmente nas operações de manutenção da paz e em missões humanitárias, e questionar este princípio de imunidade pode colocar muitos americanos em risco, assim como os países aliados.

Se definitivamente aprovada, a lei permitirá às famílias das vítimas dos atentados de 11/9 processar o governo saudita em busca de indenizações, caso seja comprovada sua responsabilidade.

Até o momento, não foi provado qualquer envolvimento da Arábia Saudita nos atentados, mas 15 dos 19 sequestradores dos aviões eram sauditas.

Zacarias Moussaoui, o francês condenado por ligação com os atentados de 11 de setembro, teria revelado a advogados americanos que membros da família real saudita entregaram milhões de dólares à Al-Qaeda nos anos noventa.

A informação foi imediatamente desmentida pela embaixada da Arábia Saudita em Washington.

Segundo o New York Times, o ministro saudita das Relações Exteriores, Adel al-Jubeir, advertiu deputados em Washington, em março passado, sobre possíveis represálias caso a lei seja aprovada, em particular envolvendo a venda de 750 bilhões de dólares em bônus do Tesouro.

Paul Ryan, presidente da Câmara, não parece disposto a submeter o texto a votação. "Devemos examiná-lo para ter certeza de não cometer erros com nossos aliados", disse em abril passado.

Os pré-candidatos democratas Hillary Clinton e Bernie Sanders apoiam a lei, promovida pelo senador democrata Chuck Schumer e seu colega republicano John Cornyn.

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