Essa é uma das principais medidas do dispositivo de segurança para "responder a possíveis incidentes" na celebração do fim de ano, no centro de Madri. O efetivo total chega a 600 policiais e membros dos serviços de emergência.
O ministro espanhol do Interior, Jorge Fernández Díaz, admitiu que a situação é excepcional, ao anunciar que 40.000 policiais e guardas civis vão monitorar os festejos em todo o país. Ele negou, porém, que haja uma ameaça concreta.
"Toda a comunidade internacional está ameaçada, mas isso não quer dizer que haja motivos para especial alarme, nem para um terror exacerbado", disse o ministro à rádio Cadena Ser.
Díaz garantiu que "a situação da Bélgica não tem nada a ver, ou é muito distinta da (situação) da Espanha".
No coração de Madri, a Puerta del Sol tem capacidade para cerca de 40.000 pessoas.
Três horas antes da meia-noite, as autoridades madrilenas vão evacuar totalmente a praça. Depois, o local será reaberto em apenas quatro de suas oito entradas. O público terá de passar por filtros de segurança, e sacolas e mochilas serão revistadas. Também haverá um cinturão externo, onde serão feitos bloqueios no trânsito.
"Vai-se fazer um controle mais exaustivo do que nos outros anos", disse à AFP uma porta-voz da prefeitura.
Haverá ainda revistas superficiais para evitar que entrem na praça com "morteiros, bengalas, vidros e objetos contundentes", que possam comprometer a segurança do público, acrescentou a porta-voz.