(Arqiovo) O novo presidente da Guatemala, Jimmy Morales, durante uma coletiva de imprensa na Cidade da Guatemala em 26 de outubro de 2015 (Arqiovo) O novo presidente da Guatemala, Jimmy Morales, durante uma coletiva de imprensa na Cidade da Guatemala em 26 de outubro de 2015

O comediante Jimmy Morales tomou posse nesta quinta-feira como novo presidente da Guatemala para um período de quatro anos.

"Em nome do Congresso e do povo da Guatemala aqui representado, o sr. está legal, legítima e solenemente na posse do cargo de presidente para o período constitucional de 2016 a 2020", disse o presidente do Congresso, Mario Taracena, a Morales.

A cerimônia aconteceu no Teatro Nacional, na Cidade da Guatemala.

Depois de receber a faixa presidencial, o novo presidente prometeu "uma luta frontal" contra a corrupção, trabalhar pela erradicação da fome e melhorar a educação durante seu mandato de quatro anos.

"Não tolerar a corrupção nem o roubo: isso é algo que, sim, podemos cumprir e vamos fazer isso desde o primeiro dia", afirmou Morales, garantindo que será "drástico e severo" com quem quiser roubar o povo guatemalteco.

O novo presidente da Guatemala destacou que 50% das crianças do país sofrem de desnutrição crônica e, por isso, "de caráter urgente, vai-se implementar uma política de Estado" para erradicar 10% de desnutrição crônica em dez anos.

"Me disseram que isso é impossível, que precisaria de um milagre, e eu acredito em milagres", completou.

Morales afirmou que, com o apoio da comunidade internacional, iniciará a entrega de medicamentos, insumos e equipamentos para os hospitais, visando resolver a crise no sistema de saúde.

Na área econômica, Morales destacou que seu governo apoiará "incansavelmente" as micro, pequenas e médias empresas, e estimulará o turismo e a indústria.

O ator de 46 anos, que exercerá a presidência durante período 2016-2020, chega ao governo quase sem experiência política. Em 2011, disputou a prefeitura do município de Mixco, e ficou em terceiro lugar.

Com uma ampla vantagem sobre sua oponente - a ex-primeira-dama social democrata Sandra Torres -, Morales foi eleito em 25 de outubro por uma população cansada dos políticos tradicionais.

Ainda sem ter conseguido superar os problemas sociais que detonaram a sangrenta guerra civil (1960-1996) e sem controlar a corrupção e a violência associada às gangues e ao tráfico de drogas, a Guatemala entrou em uma severa crise em abril do ano passado, quando se revelou uma fraude milionária no sistema nacional alfandegário. O escândalo levou milhares às ruas para protestar.

Liderada pela Procuradoria e pela Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala (CICIG), uma entidade ligada à ONU, a investigação levou Pérez e sua então vice-presidente Roxana Baldetti a deixarem seus cargos para enfrentar a Justiça. Ambos são acusados de liderar uma rede que cobrava propina de empresários para sonegar impostos.

A insatisfação popular com a "velha política", como chamou Morales, deu-lhe o benefício da dúvida nas urnas. Agora, ele terá de pôr em prática seu compromisso de combater a corrupção, reduzir a pobreza que afeta 59,3% dos 16 milhões de guatemaltecos, principalmente nos povoados indígenas, e diminuir a violência que se materializa em uma taxa de 35,4 homicídios a cada 100.000 habitantes. Este é um dos mais altos índices da região.

Morales conquistou fama há 15 anos com o programa humorístico "Moralejas", coproduzido com seu irmão Sammy para a televisão. Um de seus principais personagens era Neto, protagonista de filme de 2007. Na produção, este vaqueiro ingênuo do leste do país fica a um passo de ganhar a Presidência, mas desiste no último momento para pedir aos eleitores que reflitam antes de elegerem suas autoridades.

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