A medida ocorre três semanas após a União Europeia (UE) adotar sanções contra três personalidades líbias acusadas de "obstruir" o processo de paz e a formação de um governo de união nacional patrocinado pela ONU.
Em virtude de um decreto presidencial que amplia o alcance das sanções americanas adotadas em fevereiro de 2011 contra as autoridades líbias desta época, Obama pediu nesta terça-feira que o Tesouro sancione Ghweil "bloqueando seus bens (nos EUA) e proibindo sua entrada" no país, revela um comunicado do Tesouro.
Gweil é o único alvo do Tesouro, mas o decreto de Obama menciona todos os opositores ao processo de paz na Líbia.
Como é habitual em matéria de sanções dos EUA contra indivíduos, os bens e depósitos que teoricamente estão sob jurisdição dos Estados Unidos são congelados e se proíbe aos cidadãos americanos negociar com os envolvidos.
Na segunda-feira, o Parlamento líbio adiou a votação sobre uma moção de confiança ao governo de unidade nacional patrocinado pela ONU.
Segundo o acordo concluído no final de 2015 sob o patrocínio da ONU entre os membros de diversas facções, o governo de unidade necessita de um voto de confiança do parlamento para poder estender sua autoridade ao leste do país, até o momento governado por um gabinete paralelo.
A legitimidade do chefe do governo líbio de unidade nacional, Fayez al Sarraj, é contestada por Gweil, o líder do governo não reconhecido que controla a capital e a maioria das cidades do oeste desde o verão de 2014.
A comunidade internacional apoia o governo de unidade nacional, que espera possa acabar com o caos que reina no país desde a queda de Muammar Khadafi, em 2011.