Apesar do aparente rompimento das negociações, o porta-voz do departamento de Estado John Kirby disse que Washington ainda acredita que a trégua se mantém, urgindo os grupos opositores a retomar o diálogo.
"Seguimos confiando no processo político, na importância destas conversações", disse Kirby.
A oposição síria anunciou na véspera ao enviado especial da ONU, Staffan de Mistura, que suspendia sua participação "formal" nas negociações ao considerar "inaceitável" seu prosseguimento enquanto Damasco segue "bombardeando e matando civis de fome".
A coalizão síria de oposição, que reúne as principais formações no exílio, denominou estes ataques - entre os mais mortais registrados desde o início do cessar-fogo - de "massacres".
O regime em Damasco está disposto a discutir a criação de um governo de coalizão com a oposição, mas não admite negociar a saída do presidente Bashar al Assad, declarou nesta terça-feira Bashar al Jaafari, embaixador da Síria na ONU.
O futuro de Assad é o principal ponto de discordância entre os dois lados.