Duas pessoas foram interrogadas e acusadas em 19 de dezembro no âmbito deste caso, informou.
Segundo o ministro, tratam-se de dois franceses, "um de 20 anos, desconhecido dos serviços da polícia, e outro de 24 anos, conhecido por atos de delinquência".
Fontes policiais em Paris informaram que os detidos eram de origem marroquina e togolesa, respectivamente.
Segundo Cazeneuve, ambos estavam "em contato com um jihadista francês presente na Síria sobre quem a investigação deverá determinar se era o cérebro dos ataques que um dos dois detidos admitiu ter projetado". O atentado frustrado estava dirigido a "militares, gendarmes, policiais e representantes do Estado".
"As detenções são o resultado do trabalho minucioso de nossos serviços de inteligência e eleva a dez o número de atentados frustrados em território nacional desde 2013", assegurou o ministro.
Cazeneuve disse, ainda, que a França rejeitou a entrada de 3.414 pessoas no país desde os atentados de 13 de novembro, em Paris, que provocaram o estado de emergência.
Estas pessoas tiveram negada sua entrada em território francês "devido ao risco que representavam para a segurança e a ordem pública", explicou.
A polícia francesa prepara uma grande operação de recrutamento e exames em março, para alcançar o objetivo governamental de contar com mais 5.000 agentes em formação no ano que vem.
A França adotou o estado de emergência após os piores atentados cometidos em seu território, que deixaram 130 mortos. Até agora, suas forças policiais realizaram "2.898 revistas administrativas" e detiveram 346 pessoas, das quais 51 foram para a prisão.
Este estado de emergência, que suscita críticas crescentes na esquerda, pode ser contestado ante o Conselho Constitucional francês.
O organismo, a mais alta jurisdição francesa, informou na terça-feira que o texto da lei que permite as prisões domiciliares é "conforme a Constituição".
Nesta linha, o governo socialista se prepara para aprovar na quarta-feira um projeto de reforma da Constituição para "blindar" este estado de emergência, que passaria a fazer parte do texto fundamental do Estado.