Forças leais ao governo iraquiano durante combates na região de Ramadi, em 16 de dezembro Forças leais ao governo iraquiano durante combates na região de Ramadi, em 16 de dezembro

As forças iraquianas entraram nesta terça-feira no centro de Ramadi, uma cidade ao oeste de Bagdá que virou uma prioridade para o governo em sua luta contra o grupo Estado Islâmico (EI).

A organização jihadista conquistou Ramadi em maio e, desde então, as forças governamentais tentam retomar o controle com o apoio dos bombardeios da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos.

"Entramos no centro de Ramadi por várias frentes e começamos a atuar nos bairros residenciais", afirmou o porta-voz do departamento de luta antiterrorista iraquiano, Sabah al-Noman.

"A cidade estará completamente liberada nas próximas 72 horas", completou Noman, confirmando assim as declarações do ministro da Defesa, Khaled al-Obaidi, que garantiu no sábado que suas tropas conquistariam Ramadi até o fim do ano.

Em videoconferência de Bagdá, o porta-voz da coalizão internacional liderada por Washington, o coronel Steve Warren, afirmou que a queda da cidade nas mãos do exército iraquiano era "inevitável".

No entanto, "as forças de segurança ainda têm muito trabalho. Restam duros combates a travar e isto vai levar um certo temo", acrescentou.

O militar americano lembrou que ainda restavam milhares de civis na cidade, "talvez dezenas de milhares".

Na semana passada, fontes militares afirmaram que não restavam mais de 300 combatentes do EI na cidade, capital da província de Al-Anbar (oeste), de maioria sunita.

O EI está na defensiva no Iraque desde que assumiu o comando de Ramadi, em maio. Nos últimos meses perdeu Tikrit e Baiji, ao norte de Bagdá, ante a ofensiva das forças do governo e das Unidades de Mobilização Popular, uma coalizão de milícias, principalmente xiitas.

Estas últimas permaneceram, no entanto, à margem da operação em Ramadi, um reduto sunita onde seu envolvimento seria malvisto.

Uma reconquista total de Ramadi seria a maior vitória das tropas iraquianas desde o recuo ante a ofensiva jihadista em 2014.

Al-Noman afirmou que as tropas iraquianas "entraram nos bairros de Al-Bikr e Al-Ramel sem grande resistência, exceto da parte de alguns franco-atiradores e homens-bomba".

"Menos de um quilômetro separa nossas forças do complexo governamental situado na zona de Al-Huz (centro da cidade)", afirmou outro oficial do departamento de luta antiterrorista.

Este conjunto de edifícios é considerado um dos refúgios do EI na cidade.

"Construímos pontes temporárias sobre o Eufrates e nossas forças conseguiram cruzar o rio para entrar nas zonas residenciais e ter acesso ao centro", disse a fonte, que pediu anonimato.

A polícia, o exército e várias tribos sunitas participam das operações ao lado das forças antiterroristas. As tropas conseguiram reconquistar o bairro de Tamim, no sudoeste de Ramadi, há 15 dias.

Nos últimos dias, alguns comandantes militares deram a entender que o ataque final era iminente e o exército lançou panfletos sobre a cidade para pedir aos últimos civis que abandonassem Ramadi.

De acordo com um oficial iraquiano, 15 famílias deixaram o bairro de Al-Huz nas últimas 24 horas.

"Conseguiram escapar do isolamento imposto pelo Daesh (acrônimo em árabe do EI) aos civis e encontrar refúgio com o exército", informou, citando sobretudo crianças, mulheres e idosos.

O instituto IHS Jane's, com sede em Londres, calculou que o EI perdeu em 2015 quase 14% do território que conquistou no ano passado na Síria e no Iraque.

O IHS Jane's, que tem como base as informações retiradas das redes sociais e obtidas com fontes nos dois países, considera que a zona controlada pelo EI registrou queda de 12.800 quilômetros quadrados entre 1 de janeiro e 14 de dezembro de 2015. O grupo continua controlando 78.000 km2.

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