Parece, então, que durante essas 24 horas, não houve mais rupturas do fim das hostilidades", comentou o porta-voz do departamento de Estado americano, John Kirby.
"Ninguém aqui no Departamento de Estado americano tira o pé do acelerador. Não tem ninguém cantando vitória", advertiu o porta-voz.
Patrocinadores deste acordo de trégua em vigor desde sábado, russos e americanos duvidavam até mesmo de sua viabilidade.
A Rússia, que desde setembro apoia o governo de Damasco com uma campanha aérea, anunciou pelo menos 15 violações da trégua nas últimas 24 horas - em particular na capital, nas províncias de Aleppo (norte), Homs (centro) e Latakia (noroeste).
Sobre a manutenção da frágil trégua, Kirby comentou: "parece que, até agora, em geral se respeita".
O porta-voz do departamento de Estado disse ter notado uma "redução notória" da violência, apesar de continuarem os bombardeios contra os grupos Estado Islâmico e Frente Al-Nosra. Kirby garantiu, porém, que o objetivo a longo prazo da comunidade internacional é "zero" violação do cessar-fogo.
Nesta terça, o presidente Bashar al-Assad prometeu proceder de tal maneira que a trégua na Síria "funcione". Contrariando as expectativas iniciais, neste quarto dia, o cessar-fogo está sendo respeitado em geral.
Desde o primeiro dia do cessar-fogo, governo e rebeldes se acusam mutuamente de tê-lo violado.