"As acusações feitas pela reportagem oferecem motivos reais de preocupação, já que contêm alegações em relação a tentativas de subversão do programa antidoping dos Jogos de Sochi", completou.
Na reportagem, que fez parte do famoso e respeitado programa investigativo "60 minutes", Vitali Stepanov, responsável pelas denúncias que originaram o escândalo que abalou o mundo do atletismo em novembro do ano passado, revela ter gravações de conversas via Skype com o ex-diretor do laboratório antidoping de Moscou (Rusada) Grigory Rodchenkov.
Este teria afirmado a Stepanov possuir uma lista de atletas que fizeram uso de doping nos Jogos de Inverno de 2014, na qual estariam o nomes de quatro campeões olímpicos russos.
No comunicado, Reedie garantiu que a Wada interrogou Rodchenkov em meio à investigação independente realizada no ano passado, mas que o ex-diretor da agência antidoping russa não divulgou qualquer informação relacionada aos Jogos de Sochi.
O Ministro de Esportes da Rússia, Vitali Moutko, reagiu na segunda-feira às acusações apresentadas pela reportagem, lembrando que o programa foi ao ar "internacionalmente antes da reunião de diretores e de fundadores da Wada. Nada disso foi por acaso".
Vitali Stepanov, ex-funcionário da Rusada, e sua esposa, a ex-atleta Yulia Stepanova, se mudaram para os Estados Unidos por medo de represálias, a exemplo de Grigory Rodchenkov.
A Wada reunirá na quarta-feira em Montreal seu Comitê Executivo e seu conselho de fundadores.
Por conta de acusações de "doping organizado" no atletismo, a Rússia foi banida de todas as competições internacionais e corre sério risco de ficar fora da modalidade nos Jogos Olímpicos do Rio-2016.