O IPYS acrescentou que 45 jornais venezuelanos estão atualmente "em crise" de papel, alguns desde 2013, quando o governo do presidente Nicolás Maduro, que monopoliza as divisas no país, criou uma corporação que controla a importação dos insumos para a imprensa.
Nesta semana foi publicada a última edição do jornal El Carabobeño, da cidade industrial de Valencia, que atribui seu fechamento à censura oficial diante de sua postura crítica.
O jornal, que não teve a liberação de divisas para pagar insumos adquiridos no exterior, buscou matéria-prima ao custo do dólar paralelo, que é cotado muito acima do câmbio oficial, o que tornou a operação insustentável.
Dois grandes jornais, El Nacional e El Universal, que circulam em todo o país, têm alertado sobre os níveis críticos de suas reservas de papel desde 2014.
Alguns como La Nación - com sede em San Cristóbal (Táchira) - se viram obrigados a reduzir o número de páginas. Outros, a modificar sua periodicidade, como o caso do Tal Cual, frontal opositor ao chavismo, que se tornou um semanário em novembro passado.