Há 73 anos, alguns combatentes judeus atacaram os nazistas, preferindo a morte com luta do que a morte no campo de extermínio de Treblinka (leste da Polônia), para onde os alemães nazistas já haviam enviado mais de 300.000 judeus de Varsóvia que estavam retidos no gueto.
"É importante para mim. Esta história me fascina. Temos que recordá-la. Temos que recordar às pessoas que somos todos iguais", explicou à AFP Piotr Bakula, de 17 anos, um dos voluntários da "Ação Frésia", iniciada em 2013 pelo Polin, o Museu de História dos Judeus Poloneses.
"Esta ação também é organizada em memória de Merek Edelman, o último comandante do levante judeu que, a cada ano, depositava um ramo destas flores ao pé do monumento erguido em homenagem ao Heróis da Insurreição do gueto, recordou Bakula na porta de uma estação de metrô de Varsóvia.
Marek Edelman, falecido em 2009, recordava desta forma cada aniversário do levante. Ele fazia isto sozinho, à margem das cerimônias oficiais.
"Honra e glória aos heróis da insurreição do gueto de Varsóvia", afirmou nesta terça-feira o presidente polonês Andrzej Duda, diante do monumento.
"Este é o dia em que recordamos heróis que decidiram lutar pela liberdade apesar da previsão de que iriam morrer. Escolheram morrer com a cabeça erguida", disse o presidente, que também tinha um junquilho na roupa.
Por sua cor e forma, as frésias recordam a estrela amarela que os alemães obrigaram os judeus a usar durante a guerra.