O ex-presidente colombiano Álvaro Uribe expôs nesta quinta-feira à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) suas críticas à "impunidade" nas negociações de paz entre Bogotá e a guerrilha das Farc.

Em uma reunião de menos de uma hora com o secretário-executivo da CIDH, Emilio Álvarez, Uribe denunciou "a impunidade aberta e também disfarçada dos acordos de Havana" entre o grupo guerrilheiro e o governo colombiano.

Segundo o ex-presidente (2002-2010), a impunidade é "aberta" em casos de narcotráfico, assassinato e sequestro de integrantes das Forças Armadas porque o governo os "aceitou como crimes políticos".

Mas também questionou a existência de impunidade "disfarçada" em casos de massacres cometidos pelas Farc, indicando que embora "aparentemente serão investigados e julgados (...), seus autores não irão para a prisão e gozarão do prêmio da elegibilidade política", disse Uribe ao deixar o encontro na sede da CIDH em Washington.

O governo do presidente Juan Manuel Santos e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, marxistas), principal grupo insurgente do país com 7.000 combatentes segundo as autoridades, negociam desde novembro de 2012 em Cuba um acordo para por fim a meio século de conflito armado, que se comprometeram a assinar no máximo em 23 de março.

Mas Uribe destacou que as disposições do acordo, especialmente as que guiarão os julgamentos contra autoridades das Farc, "violam a ordem jurídica nacional e internacional" e "criarão mais violência, como se sente no país".

Uribe, que infligiu duros golpes às Farc durante seu governo, tem sido um duro crítico de Santos e esta semana se negou a participar de um acordo político pela paz que reúne todos os partidos com representação parlamentar, exceto seu partido, o Centro Democrático (direita).

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