"Espero que os membros deste Conselho façam novamente o certo e decidam a favor de um Mediterrâneo mais seguro, começando por nossos amigos líbios", adotando o texto para prorrogar o mandato da operação naval europeia "Sophia", acrescentou.
Se for aceito, os navios de guerra europeus poderão interceptar em alto-mar as embarcações suspeitas de estarem transportando armas para a Líbia, sem pedir autorização aos seus países de origem.
O embaixador russo para a ONU, Vitali Churkin, disse aos jornalistas que, ainda que Moscou não se oponha ao texto, se preocupa com a resposta dos diferentes campos líbios.
"O que nos preocupa é fazer todo o necessário para não gerar nenhuma suspeita de que se está tomando partido de um lado ou de outro", disse Churkin.
A Líbia ficou com dois governos rivais após uma aliança de milícias ter tomado a capital, Trípoli, na metade de 2014, impondo sua própria autoridade e forçando o Parlamento eleito a fugir para Tobruk, extremo oriente do país.
O embargo de armas vigente foi imposto pela ONU em 2011 durante o levante contra Mouammar Kadhafi.