"Tomaremos nossas decisões em função da situação. Estamos em contato com os americanos todos os dias (...) então não haverá surpresas", acrescentou Lavrov.
Este anúncio ocorre quando a coligação de combatentes curdos e árabes inscritos nas Forças Democráticas Sírias (FDS), apoiados pelos Estados Unidos, avança na província de Aleppo, onde ameaça a rota que a organização Estado Islâmico (EI) utiliza para se abastecer entre a cidade síria de Raqqa e a Turquia.
A organização extremista faz frente ao avanço das FDS e ao do exército sírio, apoiado pela aviação russa.
Serguei Lavrov reiterou nesta segunda que a Rússia está disposta a se juntar com a aviação americana "para ações de combate (...) contra os terroristas", afirmando que não deseja que esta coordenação "dê uma oportunidade (à oposição) de ganhar poder e continuar sua ofensiva".
Lavrov e o secretário de Estado americano John Kerry evocaram na semana passada, em uma conversa telefônica, a necessidade "de ações comuns decisivas" contra a Frente Al-Nusra.
Em meados de maio, a Rússia propôs aos Estados Unidos realizarem ataques conjuntos contra os grupos extremistas na Síria, uma proposta que Washington desaprovou imediatamente.