"Alguns países manifestaram seu desejo de modificar a declaração. Nós os ouviremos, mas obviamente é desejável que o Conselho possa adotar esta conclusões", afirmou o secretário de Estado francês Harlem.
Desir afirmou que Grécia e vários países querem mudanças para abrandar a formulação de uma posição já expressada no passado relativa a uma solução para o conflito israelense-palestino com base na ideia de dois Estados e que a colonização israelense nos territórios ocupados é ilegal e socava os esforços de paz.
Segundo duas fontes diplomáticas, Grécia, Chipre, Hungria e Bulgária não concordam com o resto do bloco sobre várias passagens, em particular um parágrafo que faz referência à publicação, em 11 de novembro, pela Comissão Europeia de um "guia explicativo" que permitirá aos Estados da UE exigir uma rotulagem particular das mercadorias produzidas nas colônias israelenses dos territórios ocupados, como prevê a legislação europeia desde 2012.
Em resposta a esta decisão, considerada hostil por Israel, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu decidiu suspender os contatos com a UE sobre o conflito israelense-palestino.