Temos que dar o melhor de nós para aumentar essas chances a cada dia", declarou Chliakhtine em entrevista ao jornal russo Sport Express.
"No momento, estamos pressionados, enquanto a Federação Internacional de Atletismo (IAAF) espera medidas drásticas e difíceis, desde que isso seja possível", completou.
Chliakhtine, que até então era diretor esportivo da região de Samara, no centro da Rússia, foi eleito no sábado novo presidente da Federação, com o objetivo de acabar com a crise no atletismo russo, com a iminente ameaça de exclusão dos próximos Jogos Olímpicos.
"Em março, temos que prestar contas ao conselho da IAAF. Temos que convencê-lo de que o atletismo russo realizou mudanças revolucionárias", declarou, afirmando que "existam dúvidas na capacidade de se mudar hábitos em algumas semanas".
Chliakhtine era o candidato apoiado pelo ministro do esporte, Vitali Moutko, que o chamou de "presidente anticrise".
Seu antecessor, Valentin Balakhnitchev, pediu demissão em dezembro, após a publicação do relatório da Agência Mundial Antidoping (Wada), no qual foi desvendado um esquema de "doping organizado" no atletismo russo. Balakhnitchev acabou banido à vida pela IAAF.
A IAAF também suspendeu a Rússia de qualquer competição de atletismo, abrindo as portas para uma possível ausência do país nos próximos Jogos Olímpicos.