A Turquia, que insiste que não faz "nenhuma diferença" entre os grupos terroristas, considera que as YPG estão estreitamente vinculadas ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que realiza desde 1984 uma mortífera rebelião em seu solo, e suspeita que buscam tomar um território no norte da Síria.
Washington considera que as YPG são um dos grupos armados mais eficazes para combater o EI em terra. O apoio explícito dos americanos às milícias curdas da Síria tensionou nos últimos meses as relações entre Ancara e Washington, aliados na Otan.
"É uma hipocrisia, dois pesos e duas medidas", declarou Cavusoglu. "Recomendamos que carreguem distintivos do Daesh (acrônimo árabe do EI) ou da Frente Al-Nosra quando estiverem em outros locais da Síria e do Boko Haram quando estiverem na África", ironizou.
Um fotógrafo da AFP observou vinte soldados americanos ao lado dos combatentes árabes e curdos que realizam uma ofensiva na província síria de Raqa e ouviu eles se comunicarem entre si em inglês.
Mas não está claro se os soldados americanos mobilizados em terra participam diretamente do combate ou se atuam apenas como assessores e especialistas militares, como definiu o Estado-Maior.
O Pentágono sustenta que tem apenas uma missão de "assessoria e assistência", não de combate.