O pré-candidato republicano Ted Cruz, senador pelo Texas (D), recebe o abraço do governador de Wisconsin, Scott Walker, ao celebrar a vitória nas primárias do estado O pré-candidato republicano Ted Cruz, senador pelo Texas (D), recebe o abraço do governador de Wisconsin, Scott Walker, ao celebrar a vitória nas primárias do estado

O senador ultraconservador republicano Ted Cruz e o senador progressista democrata Bernie Sanders venceram nesta terça-feira as primárias no estado americano do Wisconsin, derrotando o magnata Donald Trump e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton.

Ted Cruz obteve 49% dos votos, contra 35% para Donald Trump.

O governador de Ohio, John Kasich, recebeu 14% dos votos, segundo os resultados parciais. Cruz deve ficar com a maior parte dos 42 delegados designados pelo estado.

Cruz festejou a vitória ao lado de partidários em Milwaukee: "Esta noite foi um ponto de inflexão. Temos uma chance, uma chance real".

"Seja antes de Cleveland ou na convenção de Cleveland, juntos vamos ganhar a maioria dos delegados e juntos vamos derrotar Hillary Clinton em novembro".

A derrota no Wisconsin complica os planos de Trump de chegar aos 1.237 delegados necessários para garantir a indicação antes da convenção republicana de julho, em Cleveland.

Caso não chegue a este "número mágico" antes da convenção, Trump ficará exposto ao voto imprevisível dos delegados em Cleveland, que poderão votar segundo suas convicções e não em função das primárias.

Em um curto comunicado, Trump denunciou a "arremetida do establishment" do partido republicano, e acusou Ted Cruz de ser um "cavalo de Troia" usado pelos dirigentes para "roubar sua indicação".

Do lado democrata, Sanders confirmou o favoritismo revelado nas pesquisas e obteve 56% dos votos, contra 43% para Hillary Clinton, segundo resultados parciais.

"Temos o caminho da vitória, o caminho da Casa Branca", afirmou Sanders em Laramie, Wyoming, onde haverá "caucus" democrata no sábado.

No caso dos democratas, o Wisconsin distribui 86 delegados de maneira proporcional.

A votação foi a primeira após 10 dias de descanso na campanha para escolher os indicados à disputa pela Casa Branca, e deu um fôlego para Ted Cruz e Sanders no momento em que o processo se aproxima de seu último terço.

Sanders acumula mais uma vitória, após ganhar em Idaho, Utah, Alasca, Havaí, Washington, Minnesota e Michigan.

Ele venceu seis das últimas sete disputas do partido.

Apesar do otimismo do senador, a ex-secretária de Estado avança com uma vantagem de dois dígitos sobre Sanders em Nova York - estado pelo qual foi senadora e que vota em 19 de abril - e na Pensilvânia, que vai às urnas uma semana depois.

Clinton tem 1.773 delegados no momento, contra 1.094 de Sanders, incluindo os "superdelegados", funcionários partidários e legisladores que têm o direito assegurado de votar na convenção da Filadélfia, segundo a CNN.

Para garantir a indicação democrata, um pré-candidato precisa de 2.383 delegados.

Trump, que também lidera as pesquisas nestes dois estados, vive uma semana difícil, com sua aura de invencibilidade afetada por escândalos: seus recentes e polêmicos comentários contra o aborto, sobre a esposa de Cruz e contra uma jornalista que denunciou ter sido agredida pelo diretor de campanha do empresário diminuíram ainda mais o apoio das mulheres, segundo as pesquisas.

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