Os dois lados enfatizam os "avanços" na observância do cessar-fogo, mas admitem "dificuldades" persistentes "em determinadas áreas", bem como "problemas de acesso humanitário às áreas sitiadas".
"Por isso, decidimos confirmar o nosso compromisso" com a cessação das hostilidades na Síria e "intensificar os nossos esforços para garantir a sua aplicação a nível nacional", afirma o documento.
A Rússia promete "trabalhar com as autoridades sírias para reduzir o número de operações aéreas em áreas essencialmente povoadas por civis ou que fazem parte do cessar-fogo".
Os Estados Unidos, por sua vez, prometem "aumentar o apoio e assistência aos seus aliados regionais para ajudar a evitar a circulação transfronteiriça de combatentes, armas ou recursos financeiros para organizações terroristas".
As forças do governo e grupos rebeldes instauraram na semana passada uma trégua temporária em Aleppo (norte), apoiada por Moscou e Washington, após o cessar-fogo que entrou em vigor em 27 de fevereiro na segunda maior cidade síria.
A nova trégua, válida, inicialmente, por dois dias, foi prorrogada até terça-feira às 00h01. Desde 22 de abril, 300 pessoas morreram em Aleppo, onde os rebeldes controlam vários bairros.
A ONU tenta há meses mediar uma solução negociada para um conflito que já causou, desde março de 2011, mais de 270.000 mortos e um êxodo de milhões de pessoas.