A sessão começou com discussões acaloradas entre deputados, ao som de gritos de partidários de Dilma, que denunciavam um "golpe" de Estado.
Os 65 deputados que compõem a comissão poderão modificar o texto até a próxima segunda-feira, quando votarão.
Qualquer que seja a decisão, trata-se de um relatório não vinculativo, que deve ser aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados.
Salvo em caso de imprevisto, o debate nesta instância começará na sexta-feira dia 15, e a votação terá lugar na segunda-feira, 18, de acordo com as previsões da Comissão.
Uma moção de impeachment deve ter o apoio de pelo menos 342 dos 513 membros da Câmara (dois terços) para, então, passar ao Senado. Se o texto for aprovado nesta Casa, por maioria simples (a votação poderia ocorrer no início de maio), Dilma será afastada do cargo por até seis meses, enquanto aguarda o veredicto final. Essa decisão também está nas mãos do Senado.
Se o impeachment for aprovado, Dilma seria substituída até o final de seu mandato, em 2018, pelo vice-presidente Michel Temer, do PMDB, que na semana passada rompeu sua aliança com o PT.