Uma imagem cedida pela agência síria de notícias Sana, em 27 de março de 2016, mostra soldados sírios monitorando uma área da cidade antiga de Palmira Uma imagem cedida pela agência síria de notícias Sana, em 27 de março de 2016, mostra soldados sírios monitorando uma área da cidade antiga de Palmira

O regime sírio continuava nesta segunda-feira com sua política de ataques contra o grupo Estado Islâmico (EI), um dia depois de reconquistar Palmira, uma grande vitória para o exército, que quer tomar da organização jihadista seus principais redutos.

Fortalecido por seu maior êxito frente ao EI, o poder de Bashar al-Assad, apoiado pelos russos e pelo Hezbollah libanês, demonstrou ser uma força eficaz no combate ao grupo ultrarradical, que reivindicou os atentados de Bruxelas e Paris.

Com a reconquista no domingo de Palmira (centro), conhecida mundialmente por seus tesouros arqueológicos dos quais uma parte foi destruída pelo EI, o regime quer se erguer como o salvador do patrimônio da Humanidade diante dos extremistas que controlavam o sítio milenar desde maio de 2015.

Nesta segunda-feira, o exército apoiado pela potente aviação russa e por milícias "se preparava para se lançar ao ataque das cidades de Al-Qaryatayn e Sojna", sob o controle do EI e situadas respectivamente a oeste e a leste de Palmira, explicou à AFP Rami Abdel Rahman, diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

"Chegar a Raqa e a Deir Ezzor"

"O exército quer garantir sua presença nos arredores de Palmira para impedir que os jihadistas voltem", acrescentou.

Uma fonte militar síria disse à AFP que "as operações militares começaram em Al Qaryatayn. É o próximo alvo do exército, que também colocou os olhos sobre Sojna", localidade a 70 km de Palmira para onde os combatentes do EI recuaram.

Se o regime tomar o controle de Sojna, chegará às portas da província petrolífera de Deir Ezzor (leste), controlada em grande parte pelo grupo ultrarradical.

Ao mesmo tempo, se conseguir controlar a localidade de Al Kum, ao norte de Palmira, se encontrará na entrada da província setentrional de Raqa, cuja cidade homônima é a capital de fato do EI.

Além disso, as forças pró-regime pretendem tomar do EI a localidade de Al Alianiyé, 60 km ao sul de Palmira, para recuperar o controle do deserto e avançar em direção à fronteira com o Iraque, controlada em boa parte pelos jihadistas.

Palmira, "primeira etapa"

Mas retomar Deir Ezzor e Raqa não será tarefa fácil.

"Evidentemente, o EI está mais fraco que no passado. Lutará com muito mais determinação para conservar Raqa, sua capital de fato, e Deir Ezzor, a maior cidade sob seu controle e sua porta ao Iraque", considerou Thomas Pierret, especialista no islã contemporâneo na Síria, ressaltando que "Palmira, definitivamente, não é mais que uma primeira etapa".

O EI perdeu em 20 dias de combate em Palmira 400 combatentes, o maior número de baixas "em apenas uma batalha desde o surgimento" do grupo no conflito, em 2013, segundo o OSDH. Nos combates 188 membros das forças pró-regime morreram.

Do outro lado da fronteira, no Iraque, o EI também está sofrendo a ofensiva do exército iraquiano, que tenta recuperar a estratégica Mossul (norte), com o apoio da coalizão internacional dirigida pelos Estados Unidos.

Com as grandes potências decididas a terminar com o EI, Damasco aproveita a trégua em vigor há um mês com o resto das forças rebeldes para se concentrar no grupo jihadista.

Iniciada há cinco anos, a revolta na Síria contra o regime de Bashar al-Assad se transformou em uma devastadora guerra que deixou mais de 270.000 mortos, ao menos metade da população deslocada e um país em ruínas.

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