A polícia divulgou um novo vídeo do terceiro suspeito dos atentados, presente no aeroporto de Bruxelas e cuja bomba não explodiu.
As imagens mostram o homem com um chapéu e um casaco branco, empurrando um carrinho de bagagens com uma grande mala na área de desembarque junto aos dois homens-bomba, Ibrahim El Bakraoui e Najim Laachraoui.
"Trata-se de um novo vídeo que até agora não havia sido divulgado", informou à AFP um porta-voz da procuradoria federal belga.
A acusação segue trabalhando na teoria de que o "homem de chapéu" é Fayçal Cheffou, detido e acusado de terrorismo em relação ao ataque no aeroporto, disse à AFP uma fonte próxima à investigação.
Até o momento, Cheffou não está cooperando com os investigadores, acrescentou a mesma fonte.
Os parentes das vítimas anunciaram presença em uma igreja, em uma cerimônia de Segunda-Feira de Páscoa em memória dos falecidos no pior ataque já registrado no país.
Nesta segunda-feira, as autoridades atualizaram o balanço de vítimas dos atentados a 35 mortos, depois que pacientes feridos não resistiram e faleceram nos últimos dias.
"Quatro pacientes morreram no hospital. As equipes médicas fizeram todo o possível. O total de vítimas chega a 35. Força a todos os familiares", escreveu no Twitter a ministra da Saúde, Maggie De Block.
A porta-voz da promotoria, Ine Van Wymersch, confirmou o balanço.
Deste total, 28 foram pessoas identificadas (15 morreram no aeroporto e 13 no metrô). Os três corpos ainda não identificados aguardam a conclusão dos testes de DNA, informou à imprensa Ine Van Wymersch.
Entre as 28 pessoas falecidas e identificadas, de acordo com o centro de crise 16 eram belgas e 12 estrangeiros, incluindo cidadãos dos Estados Unidos, Holanda, Suécia, Alemanha, França, China, Itália e Grã-Bretanha.
Os atentados, reivindicados pelo grupo Estado Islâmico (EI), também deixaram 340 feridos de 20 nacionalidades.
Três pessoas detidas
Enquanto a Bélgica permanece atônita após a tragédia, as críticas sobre o que as autoridades poderiam ter feito para evitar os ataques continuam, sobretudo à medida que são revelados elementos que poderiam vincular o ocorrido em Bruxelas aos atentados de 13 de novembro em Paris.
Nesta segunda-feira, a Promotoria Federal anunciou que três homens foram detidos por "participação em atividades de um grupo terrorista" após uma operação realizada no domingo em várias cidades do país.
Os suspeitos foram identificados como Yassine A., Mohamed B. e Aboubaker O.
As autoridades citaram uma "operação judicial antiterrorista", embora sem estabelecer um vínculo com os atentados de Bruxelas de terça-feira.
Uma quarta pessoa, que também foi detida neste caso, foi libertada sem acusações nesta segunda-feira.
A polícia realizou treze operações no domingo em um "caso de terrorismo" em Bruxelas e em outras duas cidades flamencas do norte, Malinas e Duffel, informou sem fornecer mais detalhes.
Nove pessoas foram detidas para ser interrogadas, mas cinco delas foram libertadas ainda no domingo.
A polícia tenta juntar as peças do quebra-cabeças das redes jihadistas que atacaram Paris (130 mortos) e Bruxelas.
O DNA de Najim Laachraoui foi encontrado nos explosivos usados nos ataques de Paris, ao mesmo tempo que investigadores suspeitam que o autor do ataque no metrô de Bruxelas, Khalid El Bakraoui, teria alugado a propriedade onde se escondeu o principal suspeito dos atentados na capital francesa, Salah Abdeslam.
Os ataques de Paris também foram reivindicados pelo EI.
No fim de semana, um cidadão argelino, Djamal Eddine Ouali, foi detido na região de Salerno, sul da Itália, a pedido da justiça belga, como parte de uma investigação sobre documentos falsos utilizados pelos homens-bomba nos ataques de Paris e Bruxelas.