Mais de 8 bilhões de dólares serão necessários para reconstruir o sistema de saúde na Síria após os cinco anos de guerra que devastaram o país - segundo estimativas de uma ONG médica síria.

Este número compreende especialmente os fundos necessários "para restabelecer o sistema hospitalar, cobrir as necessidades da população e chegar às normas de um leito hospitalar por 270 habitantes", explicou nesta segunda-feira à AFP Oubaïda al-Moufti, presidente da União das Organizações de Socorro e Cuidados Médicos (UOSSM).

Os países e fundos doadores reúnem-se em Londres na quinta-feira para tentar obter uma duplicação das contribuições financeiras para superar a crise humanitária na Síria.

Desde o início da guerra em 2012, ao menos 330 estruturas sanitárias, dentre elas 177 hospitais, foram destruídas, a maior parte em bombardeios, com 112 ataques somente em 2015, segundo a ONG. Quase 700 funcionários de saúde também foram mortos.

Estes ataques contra o sistema de saúde se multiplicaram desde o início dos ataques aéreos russos há quatro meses em apoio ao regime de Bashar al-Assad. Cerca de 90% destes ataques são feitos pelo exército sírio e seus aliados, segundo a Anistia Internacional.

Organização apolítica que reúne uma dezena de associações de médicos da diáspora síria, a UOSSM opera nas zonas controladas pela oposição armada desde 2011, onde ela intervém para ajudar no auxílio sanitário às populações locais.

Com mais de 650 funcionários sírios, a UOSSM é atualmente uma das maiores ONGs presentes no território sírio. Ela apoia mais de 100 hospitais, construiu 13 depósitos, diversos centros de apoio psicológico assim como dois centros de formação.

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