Fumaça é vista após ataque aéreo, em Damasco, no dia 6 de dezembro de 2015 Fumaça é vista após ataque aéreo, em Damasco, no dia 6 de dezembro de 2015

A reunião internacional prevista para esta sexta-feira em Nova York é a última de uma série de iniciativas para resolver o conflito na Síria que até o momento fracassaram.

Inscreve-se dentro do processo de Viena, no qual 17 países debatem um mapa do caminho para a Síria, devastada por uma guerra que deixou mais de 250.000 mortos e milhares de deslocados desde 2011.

- INICIATIVAS ÁRABES -

- 2 de novembro de 2011: A Liga Árabe informa sobre um acordo com a Síria envolvendo um plano que prevê o fim da violência, a libertação dos presos e a retirada do exército das cidades.

Nenhuma das cláusulas é respeitada. Nas semanas seguintes, a Liga Árabe suspende a participação da Síria e decreta sanções contra este país.

Desde 2012, o regime do presidente Bashar al-Assad fecha a porta a uma solução árabe e se declara decidido a acabar com a revolta popular, que reprime a sangue e fogo.

- PLANO ANNAN -

- 12 de abril de 2012: Uma trégua, no âmbito do plano do emissário da ONU e da Liga Árabe Kofi Annan, explode em mil pedaços após algumas horas.

- GENEBRA I -

- 30 de junho de 2012: Em Genebra, o Grupo de Ação (Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido, assim como Turquia e os países árabes) entra em acordo sobre os princípios de uma transição. Pouco depois, diverge sobre sua interpretação.

Washington estima que este acordo - que nunca chegou a ser aplicado - abre caminho para a era "pós-Assad". Moscou e Pequim consideram que o futuro deve ser decidido pelos próprios sírios.

- ACORDO RUSSO-AMERICANO SOBRE ARMAS QUÍMICAS -

- 14 de setembro de 2013: Estados Unidos e Rússia alcançam um acordo em Genebra sobre o desmantelamento do arsenal químico sírio. O acordo descarta in extremis a ameaça de bombardeios americanos, levantada depois de um ataque químico atribuído ao regime.

- GENEBRA II -

- 22-31 de janeiro de 2014: As negociações entre a oposição e o regime, lançadas sob pressão dos Estados Unidos, aliado da oposição, e da Rússia, que apoia o regime, concluem sem um resultado concreto.

No dia 15 de fevereiro, o mediador da ONU, Lakhdar Brahimi, que substituiu Kofi Annan após sua renúncia em agosto de 2012, põe fim às negociações. No dia 13 de maio, Brahimi renuncia após mais de 20 meses de esforços estéreis.

- PLANO DA ONU -

- 17 de agosto de 2015: o Conselho de Segurança apoia unanimemente uma iniciativa para favorecer uma solução política, acolhida com desconfiança pelo regime e pela oposição.

- OFENSIVA RUSSA/PROCESSO DE VIENA -

- 20 de outubro de 2015: Três semanas depois do início da intervenção militar russa, solicitada por Damasco, Vladimir Putin passa à ofensiva na frente diplomática e política, recebendo Assad.

No dia 30 de outubro em Viena, 17 países, entre eles Rússia, Estados Unidos, França e pela primeira vez Irã examinam as possibilidades de uma solução política, na ausência de representantes da oposição e do regime. Ao fim do encontro fica patente seu desacordo profundo sobre o futuro de Assad.

Em 14 de novembro, em Viena, as grandes potências acordam um calendário: um encontro até 1º de janeiro entre a oposição e o regime, a formação de um governo de transição em seis meses e a celebração de eleições em até 18 meses.

Mas persistem as divergências sobre o futuro político de Assad.

No dia 10 de dezembro em Riad os principais grupos da oposição política e do exército anunciam um acordo para manter negociações com o regime, mas exigem que Assad renuncie quando for aberto um eventual processo de transição.

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