(Arquivo) Jogadores do Paris Saint-Germain comemoram ao final da partida contra o Troyes, conquistando o tetracampeonato francês, em Troyes, no dia 13 de março de 2016 (Arquivo) Jogadores do Paris Saint-Germain comemoram ao final da partida contra o Troyes, conquistando o tetracampeonato francês, em Troyes, no dia 13 de março de 2016

O Paris Saint-Germain chega com status de favorito à partida de ida das quartas de final da Liga dos Campeões contra o Manchester City, um duelo entre 'novos ricos' que aspiram alcançar pela primeira vez as semifinais do maior torneio de clubes do mundo.

"We want more" (queremos mais), clama o lema em inglês do PSG antes do confronto no Parque dos Príncipes, em Paris, que será palco de outro duelo contra um grande da Premier League, um mês depois da vitória sobre o Chelsea (2-1, 2-1).

Os parisienses, satisfeitos pelo sorteio não ter colocado Barcelona, Bayern de Munique ou Real Madrid em seu caminho já nas quartas, sabem que têm uma grande chance de chegar às semis pela primeira vez na Champions. Subestimar o City, porém, seria perigoso.

Muito parecida é a situação dos 'Citizens', que têm menos experiência que os rivais franceses, já que nunca haviam chegado às quartas de final da Liga dos Campeões.

O City se tornou propriedade dos Emirados Árabes em 2008, três anos antes do Catar comprar o PSG. Ambos os novos donos não pouparam dinheiro para fazer de seus clubes potências continentais, com um objetivo comum em mente: conquistar a Champions.

City gastou duas vezes mais

O fundo de investimento ADUG (Abu Dhabi United Group), propriedade do xeque Mansour bin Zayed al-Nahyan, já superou o bilhão de euros em aquisições de jogadores para o City, enquanto o QSI (Qatar Sports Investments), do emir Tamim Ben Hamad al Thani, gastou a metade (558,5 milhões de euros) no PSG.

Essas despesas, jamais compensadas com grandes vendas, colocaram em meados de 2014 os 'novos ricos' do futebol europeu sob suspeita de desrespeito ao fair play financeiro, que obriga os clubes a equilibrar o orçamento ao fim de cada temporada.

Em menos de uma temporada, porém, City e PSG reequilibraram suas contas para poder dominar o mercado de transferência, como mostram as contratações do belga Kevin de Bruyne (74 milhões de euros) pela equipe de Manchester e do argentino Ángel Di María (63 milhões de euros) pelos parisienses.

Tudo isso gerando importante renda. De acordo com o último relatório da consultoria Deloitte, a política de expansão do PSG converteu o clube na 4ª equipe europeia de maior renda, com 480,8 milhões de euros, enquanto o City é o 6º com 463,5 milhões de euros recebidos em 2014-15.

Os gastos comerciais dos franceses foram de 297 milhões de euros, contra 228,5 milhões de euros do City.

PSG, sem Verratti e Pastore

Os dois clubes têm modelos econômicos muito parecidos, mas o plano esportivo dos parisienses parece ter alcançado maior sucesso a nível nacional do que o inglês.

Nas últimas cinco temporadas, o PSG soma quatro títulos de Ligue 1, duas Copas da Liga, uma Copa da França e três Supercopas nacionais.

Enquanto os Citizens, que têm mais adversários de peso no campeonato nacional, conquistaram dois títulos da Premier League, uma Copa da Inglaterra, duas Copas da Liga e uma Community Shield em oito anos.

O PSG agora quer dar um passo a mais na Liga dos Campeões, competição na qual vem sofrendo as maiores decepções. Campeão da Ligue 1 há três semanas, com incríveis oito rodadas de antecedência, o PSG, parece mais armado a nível coletivo, apesar das ausências dos lesionados Marco Verratti e do argentino Javier Pastore.

Os gols serão responsabilidade do sueco Zlatan Ibrahimovic, que vive grande fase, mas precisa tomar cuidado e não levar um cartão amarelo na partida de ida, o que significaria uma suspensão para a volta, em Manchester, mesmo situação do zagueiro brasileiro David Luiz e do volante Blaise Matuidi.

No City, o técnico Manuelo Pellegrini terá que encontrar uma maneira de substituir os desfalques de quatro importantes jogadores, o marfinense Yaya Toure, o goleiro Joe Hart o belga Vincent Kompany e Raheem Sterling.

Apesar das importantes ausências, o City tem um quarteto ofensivo de respeito que pode fazer a diferença, com o argentino Segio Aguero, o belga Kevin de Bruyne e os espanhóis Jesús Navas e David Silva.

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