Não iremos mexer em nada", afirmou a presidente à imprensa após uma visita à Base Aérea de Brasília.
Dilma enfrenta um processo de impeachment impulsionado pela oposição no Congresso por suposta maquiagem das contas públicas em 2014, ano de sua reeleição.
A direção do PMDB, que conta com a maior bancada na Câmara, anunciou na semana passada sua ruptura com o PT, defendendo o impeachment.
Caso o processo resulte na destituição de Dilma, seu vice-presidente, Michel Temer, do PMDB, assume o governo até o final do mandato, no final de 2018.
Dilma negocia desde então a reestruturação de seu gabinete, buscando dar mais espaço aos partidos que poderiam ser decisivos para evitar o impeachment, que deve ser aprovado por dois terços da Câmara (342 dos 513 deputados) e validado pelo Senado.
A presidente também espera o desbloqueio judicial da nomeação como chefe da Casa Civil de seu mentor e antecessor Luiz Inácio Lula da Silva, investigado por suposta ocultação de bens no escândalo da Petrobras.
Mesmo sem poder assumir formalmente seu cargo ministerial, Lula tem sido o motor das negociações para restaurar a base aliada e salvar sua herdeira política do impeachment, denunciado pelo PT como um "golpe".