Além disso, o professor usava uma jaqueta de couro, que o protegeu de um ferimento maior.
O professor também contou à imprensa local que "achou que não sairia vivo da agressão e que viu ódio nos olhos do agressor".
O adolescente, de nacionalidade turca e de origem curda, que completará 16 anos na próxima semana, afirmou que agiu em nome de Alá e do Daesh (acrônimo em árabe para o EI).
Sua prisão para interrogatório, que para um menor não pode exceder as 48 horas na França, foi prolongada esta terça-feira.
A justiça de Marselha abriu uma investigação por "tentativa de homicídio por motivos religiosos" e "apologia ao terrorismo".
O adolescente atacou o professor, que usava um quipá (tipo de chapéu usado por judeus), ferindo-o levemente nas costas e na mão.
A vítima é um professor de 35 anos que leciona no Instituto Franco-hebraico, informou Zvi Ammar, presidente do Consistório israelita de Marselha.
O autor do ataque fugiu deixando a arma na cena do crime, mas foi parado dez minutos mais tarde pela polícia.
O ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, e o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, expressaram indignação com o ato, que chamaram no Twitter de uma "agressão antissemita"