Na lista de resultados por eleitor, divulgada na segunda-feira pela Fifa, era notável a ausência dos votos do técnico e do capitão da seleção italiana, enquanto o representante da mídia do país teve sim seu voto computado.
Segundo os jornais esportivos Gazzetta dello Sport e Corriere dello Sport, a Federação Italiana teria pedido a Conte e Buffon que não participassem da votação.
A decisão teria sido tomada em novembro, quando a lista de 59 pré-candidatos vazou na imprensa italiana. O nome de Buffon não figurava entre os jogadores elegíveis, ao contrário de outros goleiros, como Manuel Neuer, Iker Casillas, Thibaut Courtois, Claudio Bravo e David Ospina.
A ausência de Buffon teve grande repercussão na Itália, onde acredita-se que o veterano goleiro não merecia ficar atrás de Casillas, Bravo e Ospina e seria do mesmo nível dos indiscutíveis Neuer e Courtois. "Buffonata" (bobagem, em italiana), escreveu o Gazzetta dello Sport.
Aos 37 anos, Buffon segue jogando em alto nível e foi um dos grandes responsáveis pela vitoriosa temporada de 2014-15 da Juventus, tetracampeão italiana e finalista da Liga dos Campeões.
Buffon também fez uma primeira metade de temporada 2015-16 quase perfeita e segue sendo o indiscutível titular no gol da seleção italiana, que se prepara para disputar a Eurocopa na França, em junho.