"Lamentavelmente estamos atravessando um período difícil para os muçulmanos, golpeados pelo terrorismo em todo o mundo e geralmente apontados como culpados dos atentados", afirmou Erdogan, citando os exemplos recentes de Paris e Bruxelas, assim como o 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.
"Por isso este centro vai ter um papel crucial", afirmou ainda, sob muitos aplausos.
O templo, o único nos Estados Unidos com minaretes, foi construído segundo o modelo da idade do ouro da arquitetura otamana do século XVI, recordando mesquita Süleymaniye de Istambul.
"O terrorismo não tem religião", afirmou ainda, critindo que os muçulmanos devam pagar o preço pelos atos de "um punhado de terroristas".
Distanciado do presidente Barack Obama - que declinou o convite para cortar a fita de inauguração do centro -, Erdogan, no entanto, destacou concordar com o presidente americano quanto à "retórica incendiária de alguns candidatos à presidência americana", provavelmente aludindo ao republicano Donald Trump.
As relações entre Ancara e Washington esfriaram seriamente depois que a Turquia bombardeou os aliados curdos dos Estados Unidos que lutam contra o grupo Estado Islâmico e pelos contínuos ataques à liberdade de expressão por parte do governo Erdogan.