O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, celebrou esta importante etapa no processo de paz, segundo um comunicado, e pediu que "as partes ponham fim às hostilidades imediatamente".
O decreto de Kiir para a indicação dos ministros do governo de unidade nacional de transição foi difundido pela rádio governamental nesta sexta, três dias depois da volta de Riek Machar a Juba e sua nomeação como vice-presidente, como previsto no tratado de paz.
Riek Machar já tinha ocupado o cargo de vice-presidente entre julho de 2011 e julho de 2013, quando foi destituído pelo presidente Salva Kiir, que o acusava de conspiração.
O enfrentamento entre ambos resultou em um conflito que deixou dezenas de milhares de mortos e mais de 2,3 milhões de deslocados.
Apesar dos progressos realizados, ainda existe uma profunda animosidade entre os grupos de Kiir e Machar e seus exércitos coabitam na capital.
Além disso, dezenas de prisioneiros políticos continuam detidos no país, segundo denunciou a Anistia Internacional.
O Sudão do Sul proclamou a independência em julho de 2011, após uma década de guerra com Cartum, mas dois anos e meio depois voltou a entrar em conflito por divisões político-étnicas no exército, avivadas pela rivalidade entre Salva Kiir e Machar.