Os assassinos palestinos não querem construir um Estado, querem destruir um Estado", ressaltou o primeiro-ministro.
Mais cedo nesta terça-feira, ao falar perante o Conselho de Segurança, Ban Ki-moon criticou duramente a continuidade da colonização israelense na Cisjordânia ocupada e pediu para congelar a construção de assentamentos.
Ban disse estar "profundamente preocupado" com os novos projetos israelenses de construção de residências na Cisjordânia, qualificando-os de "iniciativas provocativas".
O secretário-geral da ONU considerou que a "frustração palestina aumenta sob o peso de meio século de ocupação e a paralisia do processo de paz".
Está "na natureza humana reagir à ocupação" que a costuma gerar "ódio e extremismo", acrescentou.
A violência desde o começo de outubro deixou 159 palestinos e 25 israelenses mortos, assim como um americano e um eritreu, segundo contagem da AFP.
A maioria das mortes de palestinos neste período ocorreram em ataques de israelenses, outros foram mortos por forças israelenses durante protestos ou enfrentamentos.
Ban condenou os ataques palestinos, mas sustentou que a continuidade dos assentamentos israelenses "é uma afronta para a população palestina e a comunidade internacional (...) e traz dúvidas básicas sobre o compromisso de Israel com uma solução de dois Estados": Israel e um Estado palestino.