O Tribunal Constitucional não admitiu o argumento da defesa, Manuel de Magalhães e Silva, que alegava que não existia uma garantia formal de que a Itália acordasse um novo processo a sua cliente.
Sousa foi condenada à revelia em 2011 pela justiça italiana a sete anos de prisão pelo sequestro em 2003, em Milão, do imã egípcio Abu Omar.
Em uma entrevista ao semanário português Expresso, a acusada assegurou que queria ser "absolvida de toda acusação" em um novo julgamento, e que preferia cumprir a condenação na Itália antes que em Portugal. Sua extradição poderá ocorrer em 4 de maio.
Sousa foi detida em outubro de 2015, em Portugal, no marco de uma ordem de prisão europeia lançada pela Itália.
O imã Abu Omar foi sequestrado em fevereiro de 2003, em uma operação coordenada entre os serviços secretos italianos e a CIA e posteriormente levado ao Egito, onde segundo sua defesa foi torturado.
Em setembro de 2012, a Corte de Cassação italiana confirmou penas de entre sete e nove anos para 22 agentes da CIA e um oficial das forças armadas americanas.