Nesta semana o governo de unidade nacional, apoiado pela comunidade internacional e surgido de uma negociação de paz mediada pela ONU, começou a tomar as rédeas de vários ministérios, com o objetivo de assentar sua autoridade em Trípoli.
Na Líbia, o país africano com as maiores reservas petroleiras, duas autoridades rivais disputam o poder desde que em meados de 2013 uma aliança de milícias tomou a capital, estabelecendo seu próprio governo e obrigando o parlamento eleito a se refugiar em Tobruk.
Segundo os acordos de paz, o Conselho de Estado se instalou na sede do antigo parlamento em Trípoli, o Congresso Geral Nacional (CGN), a autoridade não reconhecida pela comunidade internacional.
Segundo os termos da negociação concluída no final de 2015 no Marrocos, os 145 deputados do CGN se transformarão em membros do Conselho de Estado.
O Conselho de Estado é a mais alta instância consultiva do Estado e trabalha com o governo liderado por Fayez al Sarraj. Sua opinião é vinculante.
Os países ocidentais esperam que o início das funções do governo de unidade proporcione à Líbia uma certa estabilidade e permita ao país lutar contra os extremistas do grupo Estado Islâmico (EI), que aproveitaram o caos político para estabelecer sua presença.