O massacre em Ascq, um povoado de 3.500 habitantes perto da fronteira belga, ocorreu em abrul de 1944, quando 86 franceses foram fuzilados pelos nazistas em represália ao descarrilamento de um trem alemão sabotado pela Resistência.
"Também revistamos os domicílios de outras pessoas e apreendemos documentos vinculados com a divisão Hitlerjugend, mas por enquanto essas pessoas são consideradas apenas testemunhas" e não suspeitas, afirmou Brendel.
"Os acusados negaram durante o interrogatório que foram membros da divisão e se isentaram de qualquer participação no massacre", acrescentou.
"Vamos analisar os documentos e ver como podem nos ajudar", acrescentou.
Brendel também dirigiu as investigações sobre outra massacre na França, em Oradour sur Glane, também em 1944.
Em dezembro de 2014, a justiça alemã desistiu de julgar, por falta de provas, um ex-soldado nazista acusado de envolvimento neste massacre no oeste da França, onde, em junho de 1944, 642 pessoas, incluindo 450 mulheres e crianças, foram mortas pela unidade SS à qual pertencia.
Werner C. afirmou que se limitou a vigiar os veículos da coluna e que chegou a "salvar a vida de duas mulheres", dizendo para que se "escondessem na floresta".