Cook declarou que as autoridades estão tentando confirmar se Abu Firas al-Suri morreu no bombardeio.
"Avaliamos que o alto líder da Al-Qaeda Abu Firas al-Suri estava na reunião e tentamos confirmar sua morte", afirmou Cook.
Al-Suri é um cidadão sírio e um "herdeiro" da Al-Qaeda, que combateu no Afeganistão no final dos anos 1980 e no início dos 1990.
"Trabalhou com Osama bin Laden e com outros membros fundadores da Al-Qaeda para treinar terroristas e lançar ataques em nível mundial", completou Cook.
Os combatentes ligados à Al-Qaeda operam na Síria sob a denominação Frente Al-Nosra.
"Era um veterano da Al Qaeda. Foi trazido do Iêmen para fazer um contrapeso ideológico ao Estado Islâmico", grande rival da Al-Nosra na Síria, explicou à AFP o historiador Pieter Van Ostaeyen, que acompanha os movimentos "jihadistas".
"É um golpe duro para a Al Nosra, mesmo que não afete muito no nível operacional", considerou o especialista.
Desde 27 de fevereiro, está em vigor um cessar-fogo temporário entre as forças do governo sírias e os rebeldes, o qual não inclui a Al-Nosra, nem o Estado Islâmico.
Em paralelo, o Pentágono confirmou a morte do líder shebab Hassan Ali Dhoore, em um ataque com "drones" realizado na semana passada na Somália.
"O Departamento da Defesa confirmou que Hassan Ali Dhoore, um alto dirigente de Al-Shebab, braço somali da Al-Qaeda, morreu em consequência do ataque americano realizado em 31 de março na Somália", anunciou Cook.
Ali Dhoore "planejou e supervisionou ataques que resultaram na morte de pelo menos três cidadãos americanos", acrescentou o porta-voz do Pentágono.
Os rebeldes shebab multiplicaram seus ataques de grande envergadura na Somália desde o início do ano. Após sua expulsão de Mogadíscio, em agosto de 2011, os shebab sofreram várias derrotas e perderam a maior parte de seus bastiões, mas ainda controlam vastas zonas rurais.