Nas últimas semanas, "vimos luzes de esperança frágeis", avaliam os 11 signatários do documento.
"Estão caindo menos bombas; em algumas partes, abrem-se vias para a distribuição de ajuda humanitária; os negociadores de todos os lados se preparam para se reunir e conversar", detalha o texto.
"Embora tenhamos começado a entregar material básico às comunidades que necessitam disso há meses, não é suficiente", advertiram.
Entre outros signatários deste comunicado, estão o diretor do Programa Mundial de Alimentação, Ertharin Cousin; o diretor do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Anthony Lake; o alto comissário para os Refugiados, Filippo Grandi; e a diretora da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan.
Um cessar-fogo promovido por Estados Unidos e Rússia permitiu às Nações Unidas entregar ajuda humanitária, oferecer assistência aos civis em áreas de difícil acesso, assim como a sírios que passavam fome em zonas sitiadas.
Desde o início do ano, seis milhões de sírios receberam ajuda, por intermédio de entregas regulares em comboios em localidades sitiadas, relata o texto.
No documento, os diretores dizem esperar que o quinto aniversário do conflito, em 15 de março, seja "o último" e que as discussões em curso tragam "uma paz verdadeira e o fim do sofrimento na Síria".
Também assinam a declaração: William Lacy Swing (Organização Internacional para as Migrações), Pierre Krahenbuhl (Agência da ONU para os Refugiados Palestinos), Helen Clark (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e o presidente do grupo InterAction de ONGs, Samuel Worthington.