"Queremos utilizar esse dinheiro para ajudar 7,3 milhões de pessoas, que são as mais vulneráveis no Iraque", declarou em uma coletiva de imprensa em Bagdá Lise Grande, a coordenadora humanitária da ONU para o país.
"A nossa principal prioridade é conseguir acesso aos mais necessitados e proporcionar-lhes o que eles precisam para sobreviver - alimento, dinheiro, abrigo, água", argumentou.
A queda nos preços do petróleo reduziu drasticamente as receitas petrolíferas do Iraque, das quais o governo depende, e Bagdá não tem sido capaz de cobrir o custo da crise humanitária.
"O governo foi encostado na parede em razão da queda do preço do petróleo e é por isso que apelo à generosidade da comunidade internacional", disse Grande.
O EI apreendeu grandes faixas de território ao norte e oeste de Bagdá em 2014, e as forças iraquianas lutam, com a ajuda da coalizão internacional liderada por Washington, para recuperar o controle das regiões perdidas.
O número de iraquianos deslocados, já elevado, deve aumentar ainda mais em 2016 nas batalhas pela reconquista pelas forças iraquianas das províncias de Al-Anbar e Nínive.
"De acordo com a intensidade dos combates nos próximos meses, 11 milhões de iraquianos, talvez 12 ou até mesmo 13 milhões, podem precisar de assistência humanitária até o final de 2016", segundo o plano de resposta humanitária das Nações Unidas para o ano em curso.
Espera-se que "mais de 500.000 pessoas fujam de suas casas durante o ano, principalmente das cidades ao longo do corredor entre Mossul e Al-Anbar", informou.