"A Eritreia é um Estado autoritário, não há nenhum poder judicial independente, não há uma assembleia nacional, e não há instituições democráticas (...) Há impunidade total para os crimes contra a humanidade cometidos há um quarto de século", declarou Mike Smith, presidente da Comissão de Investigação.
O relatório aponta que "os eritreus enfrentam um serviço nacional ilimitado, detenções arbitrárias, discriminações baseadas na religião ou na etnia, estupros e assassinatos".
Como consequência, a Comissão recomenda que o "Conselho de Segurança apresente" o dossiê da situação na Eritreia ante o procurador do Tribunal Internacional de Justiça para que o estude.
Além disso, a Comissão pede aos "Estados membros da ONU que exerçam suas obrigações de perseguir ou extraditar qualquer indivíduo suspeito de cometer crimes internacionais e que esteja em seu território".