"Este processo não se dá de um dia para o outro, hoje 180 pessoas pegam o avião, mas nós avaliamos que isto (a crise migratória) perdurará ao longo de um ano, um ano e meio. São muitas pessoas", disse Carmen Jiménez, presidente da USA Refugees & Immigrants, grupo que arrecada fundos para financiar a viagem de cubanos para os Estados Unidos.
Parte do dinheiro arrecadado também será usado para melhorar as condições de vida das pessoas retidas na fronteira da Costa Rica com a Nicarágua, explicou Jiménez em entrevista coletiva.
"Queremos ajudar os que estão lá para que tenham recursos e possam pagar (a viagem) e auxiliar a Costa Rica, que é um país pequeno".
Os emigrantes cubanos que iniciaram sua viagem pelo Equador - quando este país não exigia visto - em direção aos Estados Unidos ficaram bloqueados na Costa Rica após a decisão da Nicarágua de impedir sua passagem pelo país, em novembro passado.
Desde então, ao menos 7.800 cubanos estão retidos na Costa Rica e outros 2 mil permanecem no Panamá.
Segundo as leis migratórias americanas, os cubanos que chegam aos Estados Unidos podem permanecer no país.