"Somos ameaçados (...) por alguns fatores da Organização com a Carta Democrática Interamericana", disse Rodríguez, durante um Conselho Permanente da OEA, evocando uma situação "grave".
Segundo ela, o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, "apoia" ações de opositores para invocar medidas de intervenção no país.
A ministra afirmou que Almagro não é imparcial "quando se trata da Venezuela", aliando-se com opositores do governo do presidente Nicolás Maduro e recebendo "instruções" dos Estados Unidos.
Rodríguez acrescentou que Almagro prevê uma "campanha" para "aplicar a Carta (Democrática) Interamericana" a Caracas, "pretendendo passar por cima dos Estados".
"Temos as provas para mostrar como cada passo que a oposição dá é apoiado pela secretaria-geral da OEA", disse Rodríguez na sessão extraordinária do Conselho.
Nesta quinta-feira, a secretaria jurídica da OEA publicou uma análise da Carta Democrática Interamericana, interpretando os mecanismos existentes para invocá-la.
Segundo o gabinete jurídico da OEA, o artigo 20 do documento autoriza o secretário-geral a convocar o Conselho Permanente em caso de "alteração da ordem constitucional" em um país-membro da OEA, cuja "ordem democrática" se veja "gravemente" afetada.
"Isso não é possível", criticou a chanceler venezuelana, denunciando que a doutrina da OEA "está sendo ignorada".