O presidente americano, Barack Obama, discurta na Sociedade Islâmica de Baltimore, em Windsor Mill, no dia 3 de fevereiro de 2016 O presidente americano, Barack Obama, discurta na Sociedade Islâmica de Baltimore, em Windsor Mill, no dia 3 de fevereiro de 2016

Em sua primeira visita a uma mesquita americana desde que assumiu o governo, o presidente Barack Obama agradeceu nesta quarta-feira aos muçulmanos americanos, enquanto que criticou a retórica "imperdoável" de alguns líderes republicanos contra esta minoria religiosa.

"Recentemente, nós ouvimos uma retórica imperdoável contra os muçulmanos, palavras que não têm espaço em nosso país", declarou o presidente em seu discurso para os membros da Sociedade Islâmica de Baltimore.

"Desde o 11 de Setembro, mas mais recentemente depois dos atentados de Paris e San Bernardino, vemos pessoas fazendo amálgamas entre os terríveis atos de terrorismo e uma religião como um todo", ressaltou.

Recentemente, dois pré-candidatos republicanos à Casa Branca fizeram comentários contra os muçulmanos.

O primeiro foi Donald Trump que propôs proibir a entrada de muçulmanos no país. Depois foi a vez de Ben Carson dizer que nenhum muçulmano deveria presidir os Estados Unidos, porque o Islã vai de encontro a Constituição americana.

Desde então, o atual presidente denuncia as tentativas de usar o medo de ataques terroristas para promover estereótipos "contraproducentes" dos muçulmanos.

"Atacar uma religião é atacar todas as religiões", considerou nesta quarta-feira o presidente americano.

Obama, cujo avô se converteu ao Islã, e que já visitou mesquitas no Egito, Indonésia e Malásia, fez sua primeira visita a um dos mais de 2.000 locais de culto muçulmano nos Estados Unidos desde que se tornou presidente, em 2009.

Seu antecessor, o ex-presidente George W. Bush, havia visitado uma mesquita em Washington seis dias após os ataques de 11 de setembro de 2011, reivindicados pela Al-Qaeda.

Barack Obama foi recebido na mesquita da Associação Islâmica de Baltimore pelos líderes da comunidade.

O presidente americano tem feito vários esforços para melhorar as relações com os países muçulmanos, incluindo o acordo nuclear com o Irã e a retirada das tropas americanas do Iraque e do Afeganistão.

Mas estas medidas foram ofuscadas pela luta contra grupos jihadistas e os ataques militares no Afeganistão, Iraque, Líbia, Paquistão, Somália, Síria e Iêmen.

A visita de Obama também ocorre no contexto de uma campanha eleitoral na qual outro pré-candidato republicano, Ted Cruz, insiste em promover os valores "cristãos", e já propôs que o país só admita imigrantes cristãos.

"Estamos observado todo este ódio anti-muçulmano de direita. É o momento perfeito para a visita de Barack Obama", considerou recentemente Riham Osman, da ONG Conselho Muçulmano de Assuntos Públicos, em referência à visita desta quarta.

Com esta visita simbólica, a Casa Branca quer destacar a tradição laica americana e oferecer uma imagem diferente da "retórica" dos republicanos.

Nos Estados Unidos vivem cerca de 3,3 milhões de muçulmanos.

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