A fraude, estimada em 283 milhões de euros (321 milhões de dólares), consistia em comprar quotas de emissão de CO2 antes da aplicação dos impostos em um país estrangeiro, para depois vendê-los na França por um preço que incluía o IVA, e posteriormente investir os lucros em uma nova operação.
Durante as audiências, Mimran afirmou ter doado um milhão de euros para a campanha de Netanyahu. Explicou tê-lo feito "a título pessoal" e na "conta pessoal" do atual primeiro-ministro israelense.
A questão principal é saber a data na qual Netanyahu recebeu o dinheiro. A imprensa de Israel informou sobre pagamentos em 2009, ano de eleições legislativas que levaram Netanyahu à liderança do governo.
"Se estes fundos foram fornecidos em 2009 para financiar sua campanha eleitoral e se foram no valor de um milhão de dólares, é ilegal. A lei limita a 11.480 shekels (2.670 euros, 3.030 dólares) a quantidade máxima da contribuição de uma pessoa privada a um candidato", disse o comentarista jurídico da rádio pública Moshe Negbi.