"Os danos a civis aceleram a insurgência e minam os governos dos Estados Unidos e do Afeganistão", declara o veterano do Exército americano Christopher Kolenda, coautor do informe.
Os ataques aéreos em apoio às forças no terreno representam um dos "principais fatores" que explicam a morte de civis.
No Afeganistão, em 2008, por exemplo, esses ataques foram responsáveis por 64% das 828 mortes de civis nas mãos das forças pró-governo e 26% do total.
Os ataques contra pessoas, ou grupos, que foram vigiados durante um certo tempo e se tornam alvos por algum comportamento avaliado como suspeito, "são particularmente preocupantes", adverte o documento.
O relatório também traz duras críticas aos "sócios predadores", com os quais os Estados Unidos colaboraram no Afeganistão, alegando que conseguiram "operar praticamente com impunidade, devido a sua relação próxima e altamente visível com as Forças Armadas americanas".
No texto, os autores formulam uma série de recomendações. Entre elas, pedem que se trabalhe para aumentar a transparência e as informações sobre os casos, onde há danos civis, e que se faça um acompanhamento dessas situações.