"Gianroberto Casaleggio morreu nesta manhã, nos unimos a sua família. Lutou até o fim", escreveu Grillo.
O amigo e companheiro leal de Grillo em seu projeto político sofria com um tumor no cérebro há dois anos e estava hospitalizado há três dias em Milão, onde morreu por um derrame cerebral.
Casaleggio, chamado de "guru" ou líder espiritual do movimento, era considerado pela imprensa o responsável por vigiar que fosse respeitada a disciplina interna rígida seguida pelo M5S, permanecendo sempre atrás da popular figura de Beppe Grillo, sua sombra.
Fundador de uma empresa especializada em informática, que havia trabalhado com instituições e partidos políticos, acreditava em uma "democracia horizontal" através das redes sociais.
Em uma mensagem de pêsames enviada a sua família, o presidente da República italiana, Sergio Mattarella, lamentou a morte do "intelectual, editor e político inovador e apaixonado".
Sua colaboração com Beppe Grillo começou em 2005, quando começou a administrar o blog do popular comediante, naquele momento um dos mais lidos do mundo.
O sucesso e a fama o alcançaram em 2013, quando o M5S obteve quase um quarto dos votos nas eleições para o Parlamento, se apresentando como uma alternativa ao tradicional sistema de partidos políticos, contra a casta de privilegiados, gerando "um tsunami" em nível nacional e convertendo-se na segunda formação mais votada, atrás apenas do Partido Democrático (PD, esquerda).
Contrário a toda aliança com outros partidos, o M5S defende um dos princípios lançados por seu guru: "uma ideia não é de direita nem de esquerda. É uma ideia boa ou ruim".