O ano de "2016 deve ser o ano do começo do fim para o Daesh", insistiu durante uma visita ao serviço de contraterrorismo iraquiano (TIC), uma unidade de elite que depende do primeiro-ministro Haider al Abadi.
O ministro francês pediu para aumentar a "pressão" sobre o EI, que está em declínio.
"A situação na região virou uma esquina entre o final do ano passado e o início deste (...) o Daesh perdeu a iniciativa", ressaltou.
Mencionando as recentes perdas territoriais do EI, como na cidade iraquiana de Ramadi e a síria Palmira - cujo controle foi recuperado pelo exército sírio, com a ajuda de forças russas -, Le Drian reiterou a necessidade de aumentar essa vantagem.
Mas, "como está encurralado, Daesh é mais perigoso do que nunca", disse ele, lembrando que o grupo jihadista continua sendo uma grande ameaça terrorista, especialmente na Europa, onde reivindicou os ataques em Paris e Bruxelas (162 mortos no total).
Devemos continuar agindo para que "seus recursos, seus chefes, a sua capacidade de planejar ataques em solo europeu sejam atingidos e reduzidos", acrescentou.
"Esta pressão aumentará a probabilidade de que este movimento quebre, que os que se uniram a ele por oportunismo se afastem", afirmou Le Drian, para quem "é uma certeza, que o Daesh será vencido".