O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, em Nova York, no dia 16 de dezembro de 2015 O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, em Nova York, no dia 16 de dezembro de 2015

O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, se declarou inocente das acusações de corrupções que pesam contra ele, nesta quarta-feira em audiência realizada em Nova York, onde o ex-dirigente cumpre prisão domiciliar.

A promotoria federal do Estados Unidos acusa Marin de participar de um esquema de pagamento de propinas envolvendo os direitos de transmissão da Copa do Brasil, da Libertadores e da Copa América, crime do qual o dirigente afirmou ser inocente.

Marin, de 83 anos, responde ao processo em liberdade condicional, mas vem encontrando dificuldades para pagar a fiança de 15 milhões de dólares, devido ao fato de grande parte dos bens do ex-presidente da CBF estar localizada no Brasil.

Na audiência, o juiz estabeleceu novo prazo para que Marin pague à justiça o que deve. O ex-dirigente terá agora até 15 de janeiro para fazer um pagamento de 2 milhões de dólares, caso contrário poderá voltar a responder às acusações da prisão.

Marin foi preso na Suíça em maio e, após seis meses na cadeia, aceitou ser extradito aos Estados Unidos, onde responde às acusações que pesam contra ele em prisão domiciliar.

A CBF foi atingida em cheio pelo escândalo de corrupção que vem devastando a Fifa, já que o presidente licenciado da entidade, Marco Polo del Nero, e o ex-presidente Ricardo Teixeira, também são investigados pela justiça norte-americana.

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