O presidente disse que a atitude de seu país diante da sentença "não só será de acatamento total, mas também para construir um horizonte de diálogo entre ambos os países, sobretudo, os temas da agenda binacional que transcendem o tema fronteiriço".
Em Manágua, na única declaração oficial sobre o tema, o vice-chanceler César Vega declarou à imprensa que a "Nicarágua vai acatar a sentença em toda sua extensão".
Por unanimidade, a CIJ decidiu que a Nicarágua violou a integridade territorial da Costa Rica em 2010 e em 2011, ao escavar três canais e estabelecer a presença militar no território, cuja soberania foi resolvida na mesma sentença.
Esses fatos provocaram uma denúncia internacional do governo costarriquenho, liderado então por Laura Chinchilla, marcando uma profunda deterioração das relações bilaterais nos últimos cinco anos.
O território que estava em disputa é um pântano de 3 km², localizado na margem sul do fronteiriço rio San Juan, conhecido pela Costa Rica por ilha Portillhos e como Harbour Head pela Nicarágua.
O tribunal estabeleceu que a Nicarágua deve pagar à Costa Rica uma indenização pelos danos causados em seu território, cujo montante deverá ser estabelecido por um acerto bilateral, ou por uma sentença posterior da CIJ, na falta de um acordo.